| Foto: Blog Edevaldo Alves |
Por Luan Makini, militante do PCB e Unidade Classista.
Acho que as pessoas ainda não entenderam. Ninguém está culpando o comércio pelo aumento de casos de Covid-19.
A questão não é o comércio em específico, é a permissão que é dada a circulação das pessoas na cidade, gerando assim aglomerações e portanto contágio, isso é logicamente o que acontece quando pessoas doentes por conta desse vírus circulam, elas transmitem a doença.
Por exemplo, o comércio é só um dos setores da economia, indústrias e agricultura monocultora (muitos não essenciais) ainda estão ativos, nunca pararam, lá existe inúmeros trabalhadores/as. Inclusive em Santana do Sobrado a maioria dos contaminados são desse setor da agricultura.
E como uma defesa contra a crítica pela abertura do comércio, buscam culpar as pessoas individualmente pelo aumento de casos, tirando a responsabilidade dos poderes governamentais. Sim, inúmeras pessoas não respeitaram e nem respeitam o distanciamento social, mas temos que analisar esse fato observando a totalidade. Quais foram as garantias dadas para as pessoas manterem o isolamento? Foi suficiente?
Esperamos que as pessoas tenham uma consciência por si só da doença, mas não é isso que acontece, por inúmeros motivos, e como concretamente já foi constatado que não há isolamento eficiente por consciência individual, não podemos esperar que isso aconteça como por um milagre. Portanto, é papel do Estado (federal, estadual e munipal) garantir esse distanciamento social, mesmo que isso não seja desejo das pessoas, mas é uma necessidade.
Até agora no país não teve de forma geral uma quarentena séria que conseguiu um isolamento de pelo menos 80% da população. Começando do governo federal que desdenha dos contaminados, dos mortos e das famílias que perderam seus entes.
Ou fazemos a crítica a todas as decisões políticas e econômicas que foram tomadas no país prejudicando a população, ou nos tornamos hipócritas desferindo ataque somente ao inimigo declarado e fechando os olhos para os erros próximos.
A questão não é o comércio em específico, é a permissão que é dada a circulação das pessoas na cidade, gerando assim aglomerações e portanto contágio, isso é logicamente o que acontece quando pessoas doentes por conta desse vírus circulam, elas transmitem a doença.
Por exemplo, o comércio é só um dos setores da economia, indústrias e agricultura monocultora (muitos não essenciais) ainda estão ativos, nunca pararam, lá existe inúmeros trabalhadores/as. Inclusive em Santana do Sobrado a maioria dos contaminados são desse setor da agricultura.
E como uma defesa contra a crítica pela abertura do comércio, buscam culpar as pessoas individualmente pelo aumento de casos, tirando a responsabilidade dos poderes governamentais. Sim, inúmeras pessoas não respeitaram e nem respeitam o distanciamento social, mas temos que analisar esse fato observando a totalidade. Quais foram as garantias dadas para as pessoas manterem o isolamento? Foi suficiente?
Esperamos que as pessoas tenham uma consciência por si só da doença, mas não é isso que acontece, por inúmeros motivos, e como concretamente já foi constatado que não há isolamento eficiente por consciência individual, não podemos esperar que isso aconteça como por um milagre. Portanto, é papel do Estado (federal, estadual e munipal) garantir esse distanciamento social, mesmo que isso não seja desejo das pessoas, mas é uma necessidade.
Até agora no país não teve de forma geral uma quarentena séria que conseguiu um isolamento de pelo menos 80% da população. Começando do governo federal que desdenha dos contaminados, dos mortos e das famílias que perderam seus entes.
Ou fazemos a crítica a todas as decisões políticas e econômicas que foram tomadas no país prejudicando a população, ou nos tornamos hipócritas desferindo ataque somente ao inimigo declarado e fechando os olhos para os erros próximos.
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